Teorias antiteístas

Em oposições aos verdadeiros fatos revelados na palavra de Deus, os homens ter formulado muitas falsas teorias com respeito a Deus e o universo. Todas as teorias que negam os fatos afirmados pelo Teísmo da escritura são antiteístas.

Originalmente a raça humana era monoteísta. Os homens adoravam o único Deus e conheciam o fato de que Ele se revelara a eles. Mediante o pecado, entretanto, o homem deu as costas para Deus e degenerou-se nas trevas do paganismo. Os homens caídos mudaram a glória de Deus em idolatria (Rom. 1:21-23) e mudaram a verdade de Deus em mitologia (Rom. 1:25). Habitando na escuridão, afastado de Deus, o homem formulou várias teorías antíteístas as quais consideramos ateísmo, agnosticismo, panteísmo, politeísmo e deísmo.

Os fatos reais do teísmo Cristão e as falsas teorias antiteísta são contrastadas no quadro abaixo:

Fatos Teístas                                                     Teorias Antiteísta

Existência de Deus                                           – Ateísmo
Auto revelação de Deus                                   – Agnosticismo
Auto existência de Deus                                  – Panteísmo
Personalidade de Deus                                    – Materialismo
Monoteísmo                                                      – Politeísmo
Unidade de Deus                                              – Trinitarísmo, Triteísmo
Providência de Deus                                        – Deísmo

I.  Ateísmo

Ateísmo nega a existência de Deus, Ateísmo é o oposto de Teísmo. O homem foi criado de forma a normalmente crer na existência de Deus. Ateísmo é anormal.

Ateísmo, de acordo com a etimologia, significa a negação do ser de Deus. Era aplicado pelos antigos gregos como Sócrates e outros filósofos, como indício de que eles falharam ao adaptarem-se a religião popular. No mesmo sentido foi aplicado aos primitivos cristãos. Desde que o uso do termo Teísmo foi definitivamente fixado em todas as línguas modernas, o ateísmo necessariamente se confirma com a negação pessoal de um Criador e Governador Moral. Muito embora a crença pessoal em Deus seja resultado do reconhecimento expontanêo de Deus manifestando–se em consciência e obras da natureza, o ateísmo se faz possível como um estudo anormal de consciência induzida pela especulação fantasiosa (sophistical) ou pela indulgência de paixões pecaminosas, precisamente preceito (assunto) de idealismo. (Hodge, A.A.Outlines of Theology. Grand Rapdes: Eerdmouns, 1949,pp.46,47).

Existem dois tipos distintos de ateísmo: ateísmo dogmático e ateísmo virtual. O ateísmo dogmático refere-se a todo tipo de ateísmo onde os homens aberto e categoricamente afirmam que Deus não existe. Eles explicitamente negam a existência de Deus. O ateísmo virtual refere-se ao tipo de ateísmo pelo qual os homens asseguram teorias mediante as quais se mostram contra a crença num Ser Supremo ou ainda definam Deus aplicando termos que virtualmente negam Sua existência.

Ainda ao lado dos ateístas dogmáticos e virtuais estão muitos não ateístas que embora não neguem a existência de Deus, ignoram-no e vivem como se Ele não existisse.

Durante o presente século, um esforço intensivo tem sido feito de modo a propagar o ensino do ateísmo. O ateísmo dogmático, obviamente, é um dos princípios fundamentais do moderno comunismo marxista. (Marxian). Em todas as ocasiões que o comunismo tem feito suas conquistas políticas, a conquista tem-se feito oportunidade para estes ensinos. Neste país uma cruzada intensiva vem sendo empregada contra o comunismo. Ao mesmo tempo, porém, o ateísmo, materialismo, evolução, e gentis filósofos tem abertura para espaço dominante na moderna educação Americana.

A extensão do ateísmo nos colégios americanos, universidades, e inclusive seminários é observado pelo Dr. Wilbur M. Smith no seu livro Therefore Stand. (Boston: Wilde Co., 1946).

Em 1925 Charles Smith, um antigo estudante da divindade, formou uma organização definitiva para a propagação do ateísmo especialmente nos colégios e universidades. Era a chamada Associação Americana para o Avanço do Ateísmo. Ateísmo está condenado à falha definitiva. Os homens normalmente crêem em Deus. Ateísmo é anormal. O ateísmo luta numa batalha perdida. O ateísmo anda na contra mão. Um aparente sucesso é temporário. Quando os homens retornam à normalidade, eles retornam a crença na existência de Deus.

Henry C. Thiessen descreveu a insuficiência do ateísmo: “A posição ateísta é muito insatisfatória, instável e arrogante”. É insatisfatória, pois todos os ateístas necessitam de segurança pelo perdão de seus pecados; todos apresentam uma vida fria e vazia, e nenhum deles sabe sobre paz e comunhão com Deus.

É instável, pois é contrária às mais profundas convicções do homem. Ambos Escritura e história mostra que o homem necessariamente e universalmente crê na existência de Deus. O ateísta virtual testifica deste fato quando adota uma abstração para explicar para o mundo e sua vida. É arrogante, pois pretende realmente ser uniciente. A sabedoria limitada pode julgar a existência de Deus, mas a sabedoria extensa sobre todas as coisas, inteligência e tempos é necessário para posição de que a primeira é nada. O ateísta dogmático é explicado como sendo condição anormal. Assim como o pêndulo de um relógio pode ser empurrado para fora do centro por força interna ou externa, e assim a mente do homem pode ser desviada de sua posição normal mediante falsa filosofia. Quando esta força é removida, ambos, o pêndulo e a mente humana retornam à posição normal. (Thiessen, Henry C. Lectures in Systematic Theology. Grand Rapids: Eerdmans 1951,pp. 65,66.).

Por que os homens são ateístas? O ateísmo é um esforço racional para liberar a consciência culpada do homem quando nega a existência de Deus em função do pecado. Lovis Berkhof explica:

“Em última análise o ateísmo resulta do estado de perversão moral do homem e de seu desejo de escapar de Deus. Ela é deliberadamente cega e suprime o instinto mais fundamental do homem, as mais profundas necessidades da alma, as mais altas aspirações do espírito humano, o desejo de um coração que anseia por um Ser superior. (Berkhof, Louis. Systematic Theology. Grand Rapids:Eerdmans, 1949,p. 22).

II- Agnosticismo

Agnosticismo nega que Deus pode ser conhecido. Os agnósticos afirmam que não há informação disponível o suficiente para se saber se Deus existe ou não. O defensor do agnosticismo insiste em que ele não é ateísta. Ele diz, “eu não digo que Deus não existe; eu desconheço sua existência.” Agnosticismo diz que o conhecimento é limitado aos fatos que podem ser demonstrados. É impossível, porém, ao homem conhecer qualquer coisa a respeito da existência de Deus, a natureza de Deus, ou o propósito do universo. Agnosticismo nega o fato de que Deus tem Se revelado ao homem e que o homem está apto a conhecê-lo. Desde o tempo dos sofistas gregos (500-400 A.C.) até o presente, muitos sistemas de filosofia tem incorporado dúvidas, ceticismo e agnosticismo. Alguns dos filósofos agnósticos do passado foram David Hume (1711-1776), Immanuel Kant (1724-1804), Sir William Hamilton, Auguste Comte (1798-1857), Herbert Spencer (1820-1903), e Thomas H. Huxley (1825-1895). Bertrand Russell  é um dos líderes agnosticista do século presente. Russell é um cidadão inglês, nascido em 1872. Num artigo “O que é um agnóstico?” que aparece na revista Look (olhe) em 1953, Bertrand Russell escreveu: “O agnóstico levanta a questão (julgamento), dizendo que não há alicerce suficiente para afirmação ou negação. Ao mesmo tempo pode assegurar que a existência de Deus embora não impossível, é muito improvável; ele pode inclusive considerá-la improvável de forma a ser sem méritos considerando a prática. A sua atitude pode ser a que um cauteloso filósofo teria diante dos deuses da antiga Grécia. Se me fosse questionado mediante provas que Zeus, Poseidon e Hera e os demais deuses do Olimpo não existem, eu estaria perdido para encontrar argumentos conclusivos. Um agnóstico pode imaginar o Deus Cristão tão improvável como os do Olimpo; neste caso, ele é por conseguinte um com os ateístas.

III- Panteísmo

Panteísmo é a crença de que Deus é a soma total de todas as coisas criadas. Panteísmo afirma que Deus e o universo são idênticos. Eles afirmam que Deus é tudo e tudo é Deus. De acordo com esta teoria a existência de Deus não independe de Suas criaturas. Panteísmo nega a personalidade de Deus. O panteísmo tem uma das mais prevalecentes filosofias religiosas do homem. É o fundamento da filosofia do Hinduísmo. Era defendida por filósofos gregos e místicos medievais. É defendido por muitos filósofos modernos e muitos cultos religiosos modernos. Alguns dos líderes filosóficos que tem advogado o panteísmo em tempos modernos são Giordano Bruno (1549-1600), Baruch Spinoza (1632-1677), F.W.J. Schelling (1775-1854), e Hegel (1770-1831). Contrário ao panteísmo o teísmo assegura a verdade que Deus é uma pessoa e que Sua existência independe de Sua criação . Deus e o universo não são idênticos; ambos são duas unidades separadas em existência. Deus é o Criador, o universo é o que foi criado. O universo existe deve sua existência a Deus; e Deus existe por Si. O universo teve um princípio no tempo, Deus existe desde a eternidade. Houve um tempo em que o universo não existiu. Naquele momento Deus já existia só. Dois termos designam Deus em relação ao universo. Imanência refere-se ao fato de que o poder de Deus é onipresente através do universo. Transcendência afirma que Deus é infinitamente superior a Sua criação e Sua existência independe de sua obra. O panteísmo super enfatiza a imanência de Deus excluindo a Sua transcendência. O Oposto extremo do panteísmo é o deísmo. O Deísmo super enfatiza a transcendência de Deus de forma a excluir Sua imanência.

IV – Politeísmo

Politeísmo é a crença em muitos deuses. É o oposto do monoteísmo o qual afirma crença num único Deus. Originalmente a humanidade era monoteísta. Este fato não só na Bíblia é comentado, mas também na história e antropologia. A humanidade foi criada inteligente, civilizada, monoteísta. A raça humana se degenerou do jardim para a selva, da civilização para selvageria, e do monoteísmo para o politeísmo. A origem do politeísmo é descrito em Romanos 1:20-23, “Pois as suas coisas invisíveis desde a criação do mundo claramente se vêem, sendo compreendido pelas coisas criadas, inclusive Seu poder e divindade, assim que não há escusas: pois que, quando conheceram a Deus, não o glorificaram como Deus, nem foram agradecidos; mas se tornaram vãos em suas imaginações, e seus corações insensatos se escureceram. Dizendo-se sábios, se fizeram tolos, e mudaram a glória do Deus incorruptível em imagem de homem corruptível, de pássaros, e quadrúpedes e répteis.”

V- Deísmo

Deísmo é a filosofia que nega a providência de Deus ou o governo do universo. Os deístas crêem que Deus criou o universo em algum tempo no passado, mas desde então não tem o que fazer com ele.

Eles explicam que o universo, como um relógio, foi impulsionado pelo Criador e deixado por si. O deísmo nega a inspiração da Bíblia, milagres, resposta à oração, e a presença de Deus no mundo.

O deísmo inglês nasceu de controvérsias em questões religiosas nos recentes dois séculos. A descoberta Copérnica e a obra de Francis Bacon também contribuíram à sua origem. Lord Herbert de Cherbury (1581-1648) é conhecido como o “pai do deísmo”.Thomas Hobbes (1588-1679), Charles Blount (1654-1693), Antony Collins (1676-1729), Mattew Tinda (1657-1733), Lord Bolingbroke (1678-1751) e Thomas Paine (1737-1809) foram ingleses deístas.

Na França o movimento deísta não sobressaiu até um século depois de seu nascimento na Inglaterra. Voltaire (1694-1778) e Rosseau (1712-1778) podem ser classificados como deístas franceses. Algumas teorias evolucionárias modernas são deístas quando explanam sobre o universo. (Thiessen. Op. Cit., p. 75).

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