A história da Trindade

Deus Pai? Deus Filho? Deus Espírito Santo? Três deuses numa pessoa, ou três pessoas num Deus? Como se chegou ao conceito trinitariano que conhecemos hoje?

A mais estranha doutrina das igrejas cristãs é a Trindade. Segundo o conceito trinitário, Deus é uma combinação de três pessoas num só deus. E apesar da ferrenha discussão cristológica nos primeiros séculos do cristianismo, quase dois mil anos depois ainda não se chegou a um termo claro, por isso, persiste um ar de “mistério”. A doutrina da Trindade não tem origem nos ensinamentos da igreja primitiva. Ela se desenrolou a partir da morte dos primeiros apóstolos até sua “completa” formulação no Concílio de Constantinopla. Este artigo é um resumo dos principais momentos de sua história durante este período.

Século I, os primeiros desvios

A base para a formulação da doutrina da Trindade já se manifestava nos tempos apostólicos. O apóstolo João em sua Primeira Epístola, capitulo 4 e versos 2 e 3, diz: “Nisto conhecereis o Espírito de Deus: todo o espírito que confessa que Jesus veio em carne é de Deus; e todo o Espírito que não confessa que Jesus Cristo veio em carne não é de Deus, mas este é o espírito do anticristo, do qual já ouvistes que há de vir, e eis que já está no mundo”. Apesar deste verso tratar, dentro de seu contexto, da presença do espírito de Deus na vida do crente, é um indício de que nos tempos do Apóstolo João haviam homens com outras interpretações quanto às características do filho de Deus. Estes argumentavam que Jesus não viera em carne, ou seja, não era nascido de mulher. Ideias como essa permearam a grande discussão cristológica que se seguiu nos próximos séculos, a qual na tentativa de glorificar o filho de Deus, acabou por atribuir-lhe características pertencentes somente a Deus.

Século II, a cristologia de Tertuliano: Cristo é definido como Deus e igual ao Pai

A partir da morte dos apóstolos — João foi o último a morrer, diz-se que morreu por volta do ano 100 — no início do segundo século, surge Inácio de Antioquia. Ele saudava a igreja de Roma nos seguintes termos: “Jesus Cristo, nosso Deus”. Apesar de Inácio não identificar Cristo com Deus, na maioria das igrejas do II século, pairava o pensamento de que: “Fora o Espírito quem inspirara a profecia do Antigo Testamento. Fora ele quem guiara os escritores do Novo Testamento. Para o pensamento cristão do começo do século II, havia uma diferenciação entre o Espírito Santo e Cristo, mas eram ambos considerados Deus. Isso é evidente na fórmula batismal trinitária, que, a essa época, já estava substituindo as outras fórmulas mais antigas, em nome de Cristo. Ao fim do século I e começo do século II, as fórmulas trinitárias já eram de uso frequente,” diz o historiador da religião W. Walker.  E completa dizendo que entre os anos de 170-235 foi introduzido no credo de Roma as três perguntas aos candidatos ao batismo: “Crês em Deus Pai Onipotente? Crês em Jesus Cristo, o filho de Deus,… ? Crês no Espírito Santo,…?”

A cristologia de Tertuliano antecipou a decisão que chegou o Concílio Niceno. Sua definição foi nas seguintes palavras: “Todos são de um, não por unidade de substância, embora ainda esteja oculto o mistério da dispensação que distribui a unidade numa Trindade, colocando-se em ordem os três, Pai, Filho e Espírito Santo; três, contudo, … não em substância, mas em forma, não em poder, mas em aparência, pois eles são de uma só substância e de uma só essência e de um poder só, já que é de um só Deus que esses graus e formas e aspectos são reconhecidos como o nome de Pai, Filho e Espírito Santo”. “Ele descreveu estas distinções como ´pessoas`. E ainda, que, o Filho e o Espírito são subordinados ao Pai”. Esta teoria da subordinação durou até chegar os conceitos de Agostinho.

Entre os anos 180-200, Noeto ensinou que “Cristo era o próprio Pai, e o próprio Pai nasceu, sofre e morreu”. Essas ideias foram transportadas para Roma em 190 por um seguidor de Noeto.

A discussão em torno da personalidade do filho não chegou a um termo cabal no final do século II, muito menos uma definição de Trindade, apenas o conceito de que Ele também era Deus. Quanto ao Espírito Santo, ele ainda não fazia parte dos círculos de debate, havia apenas algumas manifestações esporádicas de que era uma divindade.

Século III, Sabélio e a identificação do Espírito Santo com a divindade

No início do terceiro século, em Roma, surge Sabélio, com uma definição mais enfática sobre o Espírito Santo e o Filho. Para ele, “Pai, Filho, e Espírito Santo são um e o mesmo. São os três nomes do Deus Único que se manifesta de forma diferente, segundo as circunstâncias. Enquanto o Pai é o legislador do Antigo Testamento; enquanto o Filho é o encarnado; e enquanto o Espírito Santo, é o inspirador dos apóstolos. Mas é o mesmo e único Deus”. Sabélio foi excomungado em Roma, mas as suas afirmações deram base à cristologia ortodoxa: identificação absoluta entre Pai, Filho e Espírito Santo. Seus ensinos foram usados por Agostinho para suplantar a ideia da subordinação do Filho e do Espírito Santo advogada por Tertuliano e Atanásio. Foi mais ou menos no mesmo tempo de Sabélio que aparece Orígenes que cria “em um só Deus… Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo, que… nasceu do Pai mesmo antes de todas as criaturas… tornou-se homem e encarnou, apesar de ser Deus, e, enquanto homem continuou a ser o Deus que era… que o Espírito Santo estava associado em hora e dignidade ao Pai e ao Filho”. Convém lembrar que Orígenes era altamente influenciado pelas filosofias platônicas.

O “grande defensor da cristologia do Logos nessa época, em Roma, era Hipólito”. Acusado como adorador de dois deuses por Calixto, bispo de Roma, que excomungou Sabélio. “Calixto procurou uma forma conciliatória, em meio a essa confusão cristológica. Pai, Filo e Logos, afirmava ele, são nomes do ´espírito único e indivisível`. No entanto, o Pai, ´depois de tomar sobre si a nossa carne, elevou-se à natureza de divindade, mediante a união dela consigo, e a fez una, de forma tal que o Pai e Filho devem ser considerados um só Deus`”. Essa definição foi aceita pela maioria em Roma. O “grau de penetração desse tipo de cristologia no cristianismo ocidental é demonstrado pelo tratado sobre a Trindade, de autoria do presbítero romano Novaciano (entre 240-250)”. Ele “limitou-se a reproduzir e expandir as ideias de Tertunliano”. “Novaciano chega até a surgerir a ideia de uma Trindade social”. “O que a de mais precioso em novaciano é o fato de ressaltar aquilo que constituía o centro da convicção da Igreja em todas essa complicada discussão cristológica, a saber que o Cristo era plenamente Deus e, ao mesmo tempo, plenamente homem.”

Finalmente, “por volta de 262, o bispo romano Dionísio (259-268), escrevendo contra os Sabelianos, explicitou a cristologia do Logos em termos que se aproximavam mais da futura decisão de Nicéia (325), do que os empregados por qualquer outro teólogo do século III. Assim, sessenta anos antes do grande concílio, o Ocidente tinha chegado a conclusões facilmente equacionáveis com as de Nicéia. Não era, porém, o caso do Oriente, que não conseguira alcançar tal grau de uniformidade”.

Século IV, Ário e a definição da Trindade

No quarto século nos deparamos com a grande controvérsia ariana.  O Ocidente tinha chegado a unanimidade no que diz respeito a unidade de substância entre o Pai e o Filho, mas o Oriente estava dividido. “A controvérsia propriamente dita começou em Alexandria, por volta de 320, com a disputa entre Ário e seu bispo Alexandre”. Ário realçava “a unidade e existência autossuficiente de Deus. Conceituava o Cristo como ser criado. Como tal, Cristo não era da mesma substância de Deus, tendo sido feito do ´nada`, como as demais criaturas. Não era, por conseguinte, eterno, embora o primeiro entre as criaturas e agente na criação do mundo. ´O filho tem princípio, mas Deus é sem princípio`. Para Ário, Cristo era, na verdade, Deus em certo sentido, mas um Deus inferior, de modo algum uno com o Pai em essência ou eternidade.” O bispo Alexandre, adversário de Ário, cria que “o Filho era eterno, da mesma substância do Pai e absolutamente incriado”.

A controvérsia ariana levou “o mundo eclesiástico oriental” a “ebulição”. Então, para preservar a unidade do império, Constantino convoca o Concílio de Nicéia, em maio de 325. “Os representantes orientais predominavam numericamente. Dentre aproximadamente trezentos bispos presentes, só seis provinham do Ocidente. Haviam três partidos: um menor, radicalmente ariano, liderado por Eusébio de Nicomédia; outro, também pequeno, entusiasticamente apoiava Alexandre, e a grande maioria cujo líder era o historiador eclesiástico Eusébio de Cesaréia, homens poucos versados nos problemas em discussão. Na verdade a maioria, como um todo, pode ser descrita por um escritor pouco benevolente como ´simplórios`. Os que tinham opinião formada fundamentavam-se em geral nos ensinos de Orígenes. Destacava-se na assembleia a presença do próprio imperador, o qual, apesar de não ser batizado — razão por que não podia, do ponto de visita técnico, ser considerado membro da Igreja — era alguém cuja importância não podia deixar de ser acolhida entusiasticamente”.

Neste concílio, foram aceitas as declarações de Eusébio de Cesaréia — defensor de Alexandre — e recusada as de Eusébio de Nicomédia — defensor de Ário. Eusébio, Ário e seus companheiros acabaram sendo exilados a pedido do imperador. “É fácil compreender a atitude tomada por Constantino. Sendo ele essencialmente um político, pensou que uma fórmula que não encontrasse oposição na parte ocidental do império e contasse com o apoio de uma porção do Oriente, seria mais aceitável do que qualquer outra que pudesse ser rejeitada pelo Ocidente inteiro, e receber a anuência de não mais do que uma porção do Oriente. Deveu-se à influência de Constantino a adoção da definição de Nicéia”. O que foi realmente aprovado no Concílio de Nicéia, não foi a definição definitiva do conceito da Trindade, mas a unidade entre o Pai e o Filho. O conceito como vemos hoje seria aprovado décadas mais tarde.

A “batalha decisiva”, porém, “não e travou tanto no Concílio mesmo, mas nos cinquenta e tantos anos seguintes”. Em 328, morre Alexandre, levanta-se então o grande defensor da fé nicena, Atanásio. “A ele principalmente se deve a vitória final da teologia de Nicéia”. Por volta de 341, foi convocado um concílio geral. Mas, “a reunião não chegou a tornar-se um concílio geral, já que os bispos orientais, vendo em minoria e deparando-se com a presença de Atanásio e Marcelo no seu meio, resolveram retirar-se. Mais uma vez os bispos ocidentais deram seu apoio a Atanásio e Marcelo, muito embora este último representasse sério entrave  à sua causa, por causa de sua duvidosa ortodoxia. Parecia eminente a separação entre Oriente e Ocidente”. Entre idas e vindas, ocorreram vários pequenos concílios que ora tomavam decisões favorecendo o partido ariano, ora favorecendo o partido niceno. Mas, os imperadores “passaram a buscar a aceitação de sínodos que afirmavam ser representativos tanto do Oriente como do Ocidente”.

Por volta de 359, “a antiga fórmula nicena tinha sido abolida” e a fórmula vencedora não era ariana, mas “abria as portas às afirmações de caráter ariano”. Por enquanto, o triunfo pertencia aos arianos”. Neste ínterim, surge mais um partido, os conservadores, um intermédio. Atacavam a posição nicena, porém, muito mais fortemente o arianismo, e se “atinham às posições propostas por Orígenes”. “O partido intermédio, assim, reconstruído, fez notar sua influência pela primeira vez num sínodo reunido em Ancira, em 358, e seus primeiros líderes principais eram os bispos Basílio de Ancira e Jorge de Laodicéia. Em geral têm sido conhecidos como os semiarianos, mas a designação é inadequada. Melhor seria chamá-los de ´conservadores`. Rejeitavam energicamente o arianismo, aproximando-se, de fato, de Atanásio. Este percebeu os pontos em comum, e a união foi facilitada pelo trabalho de Hilário de Poitiers…”.”A vitória final dos nicenos viria mediante a fusão dos partidos niceno e ´semi-arianos` ou ´conservador`. Mediante essa união, a tradição da Ásia Menor e as interpretações de Orígenes viriam a combinar-se com as de Alexandria. Foi, porém, um processo lento. No seu desenvolvimento as antigas posições viriam a ser um tanto modificadas, para transformar-se na teologia neonicena”.

Esta aparente vitória nicena ainda sofreria alguns revés. “A discussão nicena ampliava o seu âmbito, passando a incluir o debate acerca das relações entre o Espírito Santo e a divindade. No Ocidente, desde o tempo de Tertuliano, Pai, Filho e Espírito Santo eram considerados três ´pessoas` de uma única substância. Tal unidade era inexistente no Oriente. Nem mesmo Orígenes se pronunciara com clareza sobre se o Espírito era ´criado ou incriado`, ´filho de Deus ou não`. Não houvera muita discussão a respeito desse tema. Surgindo ele agora, no contexto maior da polêmica”.

Foi “durante um sínodo realizado em Alexandria, em 362, sob a presidência de Atanásio…” que “…estabeleceram-se os termos da união com os partidos rivais… declarava-se ´anatematizar a heresia ariana e confessar a fé confessada pelos santos Pais de Nicéia, e também anatematizar os que declaram que o Espírito Santo é criatura e separado da essência de Cristo`. Com isto, o próprio Atanásio abria assim a porta, não só para a plena definição da doutrina da Trindade, mas também para a ortodoxia neonicena, com Ideia da Divindade em uma essência (substância) e três hipóstases”.

Com “a morte de Atanásio, a liderança na luta passava às mãos de homens mais jovens, do partido neoniceno. Os principais dentre eles eram Basílio de Cesaréia, Gregório de Nazianzo e Gregório de Nissa, todos da Capadócia”.“Mais do que a quaisquer outros personagens, foi a esses três homens da Capadócia que se deveu a vitória intelectual da fé neonicena. Para seus contemporâneos sua obra parecia significar o triunfo do ponto de vista niceno. Mesmo hoje em dia, porém, não se sabe até que ponto essa afirmação é verdadeira. Há quem afirme que a ortodoxia nicena foi seriamente modificada pelos capadócios. Eis o que diz um autor alemão, a respeito desse problema: ´Atanásio (e Marcelo) pregavam um único Deus, que vivia uma tríplice vida pessoal e se revela como tal. Os capadócios falam em três hipóstases divinas, as quais, na medida em que manifestam a mesma atividade, possuem — admiti-se — uma única natureza e a mesma dignidade. Para os primeiros, o mistério está na trindade, para os segundos, na unidade… Os capadócios interpretam a doutrina de Atanásio de acordo com os conceitos e princípios subjacentes à cristologia do Logos, de Orígenes. Alto atributo, porém pagaram ele pelo seu êxito, mais alto até do que imaginavam, a saber, a ideia do Deus pessoal. O resultado veio a ser três personalidades e uma essência abstrata e impessoal´”.

Em 380, o Imperador Teodósio, “juntamente com Graciano, promulgou um edito que ordenava a todos ´guardassem a fé que o santo apóstolo Pedro legou aos romanos´”. “Desde então passaria a haver uma única religião no império, a saber, a dos cristãos. Mais ainda, só poderia existir uma forma específica de cristianismo que professava uma única essência divina em três hipóstases, ou, nos termos supostamente equivalentes, em que o expressaria o Ocidente, uma substância em três pessoas”.

Em 381, Teodósio convocou um sínodo oriental em Constantinopla. Deste sínodo, “não há dúvida, porém de que repeliu os macedonianos, ala do partido… que se recusava aceitar a consubstancialidade do Espírito Santo, e aprovou o credo niceno original”. “No entanto, mesmo durante a reunião do sínodo de 381, o credo niceno, na forma adotada em 325, deixava de satisfazer às exigências do desenvolvimento teológico no partido vitorioso. Era omisso com respeito à consubstancialidade do Espírito Santo, para citar um exemplo. Era de  desejar um credo que, de maneira mais completa, correspondesse ao estágio atual da discussão”.

Efetivamente, tal credo começou a ser usado e, por volta de 451 era considerado como tendo sido adotado pelo Concílio Geral de 381. Por fim veio a tomar o lugar do genuíno credo niceno. É esse que hoje em dia é conhecido como ´credo niceno`. Sua origem exata é incerta, mas relaciona-se intimamente com o credo batismal de Jerusalém, tal como o podemos inferir dos escritos de Cirilo, posteriormente bispo de cidade, por volta de 348, e também dos de Epifânio de Saamis, em 374. Possivelmente fosse o credo usado na Igreja de Constantinopla nessa época”.

O concílio de Nicéia aprovou a unidade entre o Pai e o Filho. Mas, esta fórmula não foi respeitada nos anos seguintes. A fórmula aceita no meio século seguinte dependeu da política de cada imperador. Mais ou menos cinquenta anos depois inclui-se a discussão sobre o Espírito Santo, ele é igual ao Pai e ao Filho. Foi somente no Concílio de Constantinopla que chegou-se a uma definição mais próxima da que se tem hoje e aceita pela maioria dos cristãos.

Em suma, o desenrolar da história trinitariana começou primeiramente com a ideia de que Cristo não veio em carne. Num segundo avanço, ela dizia que o Filho era semelhante ao Pai, isto é, da mesma substância, sendo, portanto, Deus. Na terceira etapa, ela dizia que o Espírito Santo era da mesma essência do Pai e do Filho, sendo também Deus. Somente, no final do século IV, que foi possível chegar a um termo definido e disto resultou a conclusão de que existe um Deus em três pessoas. Esta conclusão é, no entanto, tão complicada e confusa como conflitante. Todavia, o resultado final da discussão cristológica foi a formulação de um conceito que “agradou” a todos. Como vimos, até o século IV, a “doutrina” da Trindade não estava ainda explícita na mente dos homens, muito menos na Bíblia. A formulação da doutrina da Trindade aconteceu de forma lenta e gradativa.

Fonte: Livro História da Igreja Cristã. W. Walker.

 

Por: Edy Brilhador

 

 

 

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2 Comments

  1. Pingback: A história da doutrina da trindade. - Igreja de Deus do sétimo dia no Brasil

  2. Muito bom artigo sobre o desenvolvimento da Trindade. Vejo de forma clara que a ignição para os debates teológicos que levaram a postulação mais tarde do dogma trinitariano parte do pressuposto de uma divindade do Cristo anterior ao seu nascimento e uma suposta “encarnação do logos” doutrina sabidamente vinda do platonismo e elitizada por Filon de Alexandria filoso Hebreu-Grego. Posso concluir que o ALFA da apostasia foi a doutrina e crença da pré-existência ou encarnação do Verbo defendida por Alexandre de Alexandria e Atanásio e de certa forma também aceita pelo Arianismo.

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